Um plagio com sentido.


Amor da minha vida 
daqui para além da eternidade
Plagiarei por que te amo
e o ciúme mesmo á palavra
é mera vaidade.

E nesse jogo é tudo ou nada,
jogo de cartas marcadas
pois eu sonhei que te perdia
e acordei com essa letra maculada.

Enquanto chorava e sorria,
confundindo a lembrança 
daquela noite e a realidade do dia.

já dizia o amigo Higor com destreza
antes o alivio de despertar do pesadelo
que a decepção do fim do sonho.

Assim me extasio com a condição
de Sorridente e tristonho.
O apaixonado amante tristão
fusão de Ursinho poo e Gato risonho.

Pra mimi’s

Um conto de fim de tarde em sampa ou um canto pra cortar o cabelo.
Aos 19 anos de idade quando ainda morava no monstro que funde gente á engrenagem, passava eu pela Praça (ou Largo) do Paissandu, ali pelas ruínas do que um dia havia sido um ambiente agradável, (apesar das flores que rasgavam ao asfalto como Nelson Triunfo cuja presença emblemática já tive a sorte de vislumbrar algumas vezes, outros artistas de rua, habitantes dela e suas historias curiosas, enfim esses granulados coloridos em cima do Donut de cimento )enfim quando me dou em polvorosa com a minha imagem refletida no espelho de uma vitrine ;os sulcos que sobem testa acima em direção a cabeça despidos de couro cabeludo circundando por chumaços de fios raleados por hereditariedade, tensão constante ou a necessidade de cuidados com a alimentação desse momento decidi por fim procurar um cabeleireiro ali no centro da cidade por volta das 19 horas de uma sexta feira após procurar para as pessoas próximas ao ponto de ônibus que deveria ter pego para ir pra casa,sou auxiliado por uma senhora que vendia balas. Bem após a compra de uns dois chocolates na sua “promoção de fim de dia” (estratégias de sobrevivências, justiça poética a meu ver uma necessidade gerada pelo sistema nutrindo outra pra que assim aja a sobrevivência humana)Chego ao dito cabeleireiro e encontro uma aparente escola, um formato onde você paga para que aprendam fazendo sua nuca de laboratório porem como os alunos já haviam saído fui atendido por um professor e sócio do negocio que me deu seu julgo “Rapaz, pela minha experiência profissional, tu não terá mais um fio de cabelo aos 26 anos de idade” aparou meus fios raleados e me deu o conselho de não rodar por aquela zona da cidade uma hora daquelas pois estaria procurando encrenca.7 Anos depois estaria eu de volta aqui á Bahia…

Um conto de fim de tarde em sampa ou um canto pra cortar o cabelo.


Aos 19 anos de idade quando ainda morava no monstro que funde gente á engrenagem, passava eu pela Praça (ou Largo) do Paissandu, ali pelas ruínas do que um dia havia sido um ambiente agradável, (apesar das flores que rasgavam ao asfalto como Nelson Triunfo cuja presença emblemática já tive a sorte de vislumbrar algumas vezes, outros artistas de rua, habitantes dela e suas historias curiosas, enfim esses granulados coloridos em cima do Donut de cimento )enfim quando me dou em polvorosa com a minha imagem refletida no espelho de uma vitrine ;os sulcos que sobem testa acima em direção a cabeça despidos de couro cabeludo circundando por chumaços de fios raleados por hereditariedade, tensão constante ou a necessidade de cuidados com a alimentação desse momento decidi por fim procurar um cabeleireiro ali no centro da cidade por volta das 19 horas de uma sexta feira após procurar para as pessoas próximas ao ponto de ônibus que deveria ter pego para ir pra casa,
sou auxiliado por uma senhora que vendia balas. Bem após a compra de uns dois chocolates na sua “promoção de fim de dia” (estratégias de sobrevivências, justiça poética a meu ver uma necessidade gerada pelo sistema nutrindo outra pra que assim aja a sobrevivência humana)
Chego ao dito cabeleireiro e encontro uma aparente escola, um formato onde você paga para que aprendam fazendo sua nuca de laboratório porem como os alunos já haviam saído fui atendido por um professor e sócio do negocio que me deu seu julgo “Rapaz, pela minha experiência profissional, tu não terá mais um fio de cabelo aos 26 anos de idade” aparou meus fios raleados e me deu o conselho de não rodar por aquela zona da cidade uma hora daquelas pois estaria procurando encrenca.
7 Anos depois estaria eu de volta aqui á Bahia…

poeminha de desculpa.

Á quanto tempo não lhes vejo, 
sinto pelo desleixo,
não pense que é por descaso.
São atos falhos do velho tempo
que há muito anda caducando 
e muito mal educado,
espalhando-nos por todo canto,
amigos pra todo lado,
numa sensação de distancia 
que nos vence pelo cansaço.
Se acaso assim houver de ser,
os espero naquela mesa de bar,
do lado mais escuro no canto,
cabeça pendente pra trás,
descanso escorando á parede,
aguardo-lhes, até logo mais.

Coma-me literalmente

Me coma
com os olhos!
Engula meu sumo
que eu sumo 
gostosamente
por dentro 
de você,
da sua 
mente,
de mente 
não há 
de padecer
é só
me ler.

Ass:anonimo,
vulgo: um saber.

1 nota

O passar da noite

Perdizes são aves 
sem um lugar
pra se aninhar,
e os perdigões
perdidões
estão 
a procurar.
Essa noite 
tenho
ninho
mas
não 
posso
aquietar-me.
Notívago,
noite vai.
Noite não
seja
noite
em
vão.
Seja
clara
feito
dia
feito
ela
feito
tela
vazia,
pronta
pra
ser
pintada,
ouro,
prata,
poesia
pra
por
pele
neste
couro
pra
enfeitar
esse
touro
pra
que
essa
noite
bravia
traga
louros
pra
essa
mente
iluminação
mesmo
que
tardia.

Rezadeira nostalgistica

Com ramos de galhos da Arruda 
e da fabulosa planta Maravilha,
benze-me as feridas 
e tira os resquícios de misantropia,
adjacentes as reminiscencias 
que conspurcam as algaravias que tento iniciar.
Saudosidades
selvagens
salva-guardadas
sob 
suor.
Sofrências
são 
sinfonias 
soporíferas,
saltos 
supersônicos 
seguidamente 
somados 
sintonizando 
sons 
separados 
secularmente.
Sísifo sofregamente soava silvos,sinuosamente soprando sonhos sem sempre saber seu sentido.

Daqui de dentro do-eu.

Moça eu te amo, mas o tempo não perdoa,
Conforme o esquecimento bate, não há paixão que lhe cure.
Fui cego por amor arranquei o sentimento do peito e te dei, 
Chorei pela linda flor que no jardim da praça eu colhi.
Amarrei ao colo do teu útero toda chance de prover.
Aproveitei-me da dor para começar a escrever.
Quando cessou a cola branca que nos grudava e ejaculava em tesão.
Cessou-se o iludido batimento que matou meu coração.
Safadeza ou descaramento á quem me acuse eu digo não,
não tenho culpa de possuir o dom agourento, 
de fabricar sentimento e concretizar emoção. 

Soneto de um ex-MACHO.

Ela dorme na cama ao lado.
Poderia ter satisfeito seu desejo.
Não haveria nada de errado,
mas a moral falou mais alto.

Os amantes clandestinos,
Satisfazem-se gemendo o bom brado,
em voluptuosos anseios suculentos
ou nos vicejantes pastos baixos

Mas a moça não se satisfaz
Procura o que não quer achar.
Prende-se numa construção interna,
sôfrega pantera ronrona ao se arranhar.

Nomeio-me o rei dos bobos da corte.
Quebrar em mim a sede dos machos de plantão.
Observo-a dormir sorrindo como um forte.
Declaro-me por hoje humano por atuação.

Invertendo e inventando

Ai sim eu você e Chico
ao som do café com pão 
a beira dos lençóis brancos
fumando um violãozinho
enquanto o unzinho tocar
Nus, nós três, á sós
dentro do Domingo fresco
naquela manhã de quarto.
mergulhando nas janelas
e o mar de frescor aberto
deixa a luz de manteiga entrar.